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As origens desta terra perdem-se na bruma dos tempos, se atendermos à existência do conjunto Megalítico do Fulom, mais conhecido pelas “Mamoas do Fulão”, construções tumulares com cerca de 5000 anos, o que equivale a 3000 anos a. c.. Mas, a vida desta localidade desenvolve-se essencialmente à volta do Mosteiro, conhecido pelo Mosteiro de S. Simão. Assim, em documento de 1084 pode ler-se «Ad monasterium Sancti Simeonis», para, à posteriori, em 1104 e 1109, dois documentos situarem o Mosteiro «...subtus mons civitas Boconti, Território Portucalensis, discurrente inter Ave et Alister», isto é, junto à Cividade de Bagunte, entre os rios Ave e Este, em território portucalense. A VIII das kalendas de Abril da Era de 1174 – 25 de Março de 1136, D. Afonso Henriques, ainda Infante, faz grande doação (1) do couto de S. Simão da Junqueira, a D. Paio Guterres «Tibi vassalo meo fideli prolis Guterris», onde se inclui o referido mosteiro e outras propriedades, para além de direitos reais. Cai, assim, outra versão que dava D. Paio Guterres (o Cunha) como o fundador do Mosteiro. Este cavaleiro, apenas o terá enriquecido, ampliando os seus bens. O primeiro documento de 1084, já citado, é uma doação feita por Sugério Rauco aos seus dois filhos: Mendo e Aldora, com a cláusula de não a poderem alienar senão a favor do dito mosteiro. Testemunharam este acto o Arcediago “Arias” e os clérigos Paio Dias e cónego Paio Grosso e Dom Fafia Guterres. Foi, assim, à sombra do Mosteiro, sob a Regra de S. Agostinho, que se desenvolveu a freguesia da Junqueira, com três fases perfeitamente distintas, a saber
Situada no centro
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